Então, aperta minha mão e me diz que eu posso deixar tudo isso pra trás sem tanta dor. Eu preciso ser adulta sem achar que tô matando o principal. Entende? Você pode? Me amar quando eu não posso ser adulta? Pra que eu seja sabendo que se eu não puder tudo bem e isso me dá forças pra ser mais e mais? Eu já sou.
Mas o que dói mesmo é esse finalzinho de dia. A hora que eu validava a minha existência com a sua atenção. A hora que eu representava o mundo para a única platéia que me interessa. A hora que eu me irritava um pouco, porque fazia parte. E então tudo isso que pensei e vivi ganhava um motivo maravilhoso e digno que era virar imagem no seu ouvido. Virar realidade. Agora fico aqui me perguntando se eu existo mesmo. Porque se não me conto pra você, o que eu sou? Pra que serve?
(...) O foda é o final do dia. Sem me depositar em você pra respirar sem rinite. Sem bater meu cartão em você pra ter o descanso de quem pode terminar bem o dia . Eu sei, eu entendi. Só queria te contar. Eu sei que ficou meio Bridget Jones esse texto. Eu sei que nunca é o que poderia. Mas eu amo você. Só queria terminar dizendo isso. Eu amo você. De verdade.
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