
Conhecer alguém. simplesmente por que precisamos de laços, por que precisamos de amigos, de amores, e de pessoas que nos amem. Investir, amar, se encantar, se apaixonar. E depois se arriscar. Se fechar. Se desanimar. Isso é amar. Uma tempestade que cala, e volta, que detona, e renasce. Dificil compreender. A gente vive por alguém, se mata pra ver essa pessoa feliz, e as vezes não é o bastante. A gente se doa, se vende, se completa tentando completar alguém, e a coisa não funciona, e o amor não vinga. Facil, bem facil falar tudo que sente, fácil mentir também, facil falar por emplogação, por vontade de fazer alguém de bobo, por achar que falando a gente ganha o mundo, o amor, as pessoas, e não é assim. Aí as coisas mudam, é, elas simplesmente estão dando errado. Todo aquele amor, toda aquela admiração, toda perfeição, todo desejo, toda animação, todo prazer, todo carinho, vira pó. É isso que acontece. Foi tão dificil encontrar alguém, foi dificil aceitar como exatamente é, foi dificil por pra frente, foi dificil mudar, dificil largar as coisas antigas, dificil tudo. Tão dificil que a gente nem sentiu na hora de fazer isso tudo. Simplesmente encontramos o amor na nossa vida, e era ali, com aquela pessoa que queríamos ficar. Ela vem, te muda, te faz feliz, te faz sentir confiança, e depois some. Diz que não tá bom assim, que tá na hora de acabar, e que mesmo contudo, promete não te esquecer jamais. A gente se obrigada a voltar pro mundo de antes, para os amigos de antes, para vida que não era vivida, era 'bebida'. Pra quê? Eu já estava em uma merda mesmo, eu já não sentia amor mesmo, eu já nem ligava se eu tinha alguém ou não, eu tava vivendo, eu tava construindo laços, fazendo hístorias. Você me interrompeu, me tirou da merda, do vacuo, do escuro. Eu senti amor, eu senti prazer, eu senti vontade de sorrir, vontade de sonhar, de casar, de ter filhos e de ser eternamente feliz. Ô papinho brega, como eu fui brega, desde quando a gente sente amor, tem prazer, vontade de sorrir, casar, ter filhos e é eternamente feliz,como nos tais contos de fada? DESDE QUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANDO? Quer saber? Nun-ca. Dá pra sentir amor? Dá. Dá pra ter prazer? Dá. Dá pra ter vontade de sorrir? Dá. Dá pra sonhar? Dá. Dá pra ter filhos? Dá. Mas me diz, dá pra ser eternamente feliz? Dá? DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEESDE QUANDO? Desculpa o desaponto, mas não dá. Tão querendo demais ê. Mas pra ser sincera, a gente enlouquece mesmo quando conhece alguém, imagina quando a gente ama alguém, é LOOOOOOOOOOOOOOOOOUCA por alguém? Pior ainda. E piora quando a gente pensa que tudo é ele, tudo é por causa dele, tudo é com ele, tudo, simplesmente TUDO. Eaí a gente para de viver, esquece amigo, esquece a vida, esquece os estudos, esquece os sonhos de ser isso, de ser aquilo, e passa a construir tudo em cima dos nossos tijolos. Ê tijolinho ruim, ê construção de merda, ê cimentinho mole. Também, quem mandou chamar a pessoa errada pra construir tua casa, tua vida, teu futuro. Quem mandou? Ninguém. Mas você parecia tão confiável sabe, com tanta vontade de ser feliz e de me fazer feliz, deu até pra acreditar em ser eternamente feliz, poxa, que propaganda enganosa você, que cilada que eu fui entrar. Não sabe nem fazer a massa, não sabe robocar, não entende de como se levanta parede, só sabe pedir, pedir e pedir mais ferramentas, mais tijolos, mais janelas e blablabla, mas não faz nada, só assiste a servente aqui, que se matou, que ralou, que suou no sol quente, que cansou muito no fim do dia e mesmo assim teve que demonstrar felicidade por trabalhar com você. E por que, por que Deus, por que que mesmo depois de tanta escravidão, tanta ilusão, tanto sofrimento, eu ainda sou louca por aquele homem? Por que eu tenho sonhos com ele, por que eu acordo pensando nele, por que eu vivo fazendo tudo por ele, me rastejando por ele, correndo atrás dele, perdoando ele, ficando com ele, entendendo ele, mudando por ele, amando ele, por que Deus? Eu não sonho comigo mesma, eu não acordo pensando em fazer o MEU dia mais feliz, eu não vivo pensando em mim, em como eu tô, em como eu quero estar de verdade, eu não me restejo pra procurar amor de verdade em outra pessoa, eu não corro atrás do que me faz bem, eu não me perdoou por um erro, eu não fico comigo mesma pelo menos pra pensar, eu não me entendo, eu não mudo pelo meu bem, e eu não me amo. Tudo errado. Tudo do jeito que eu descartei que podesse ser, tudo do jeito que eu NUNCA, mas NUNCA MESMO, imaginei que podesse ser. O que me deixa calma, o que pelo menos um pouco não me abala, é saber que eu lutei, que eu corri atrás, que eu fui de verdade e não desisti por pouca coisa. Fui firme, ó, de pedra. Hoje eu aprendi, que com todos os devaneios de uma relação dificil como essa, a gente tira uma lição, guarda momentos, guarda choros, risadas, caminhos, estradas, metas, e sonhos, mesmo que todos esses momentos, esses choros, essas risadas, esses caminhos, estradas, metas e sonhos, sejam pequenos demais pra continuar aqui dentro, ou então grande demais, não sei entender, só sei que desaparece, some. Como eu disse no inicio, vira pó, e é simples ver, só não é simples aceitar. Depois tem que recomecar, e a gente se sente totalmente sem rumo, e blablabla, e ai chora, se despedaça, e jura que vai morrer. Pronto, o mundo acabou. Falando assim até parece que todo mundo sabe mesmo de cor o que vai acontecer, falando assim parece que a gente já vem pro mundo sabendo que vai crescer, namorar, sofrer e pronto. Mas se fosse a gente não optava por amar, por se arriscar em ter tudo virado em cinzas. Cinzas jamais renascidas.
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