6 de jun. de 2009

Eu admito: sou idiota. Mesmo. E sou idiota do jeito mais ingênuo que consigo ser. Deveria ser menos, mais sou mais. A garota tão independente aqui. A garota tão cheia de si. A garota que escreve sobre tantas coisas e acha que já viu tudo. Não é nada além de uma idiota. Além da idiota que grava cds para aquela amiga que não tem programa para baixar músicas no computador dela. Ou a idiota que escuta os lamentos daquela que acabou com o namorado pela trigésima primeira vez. A idiota que compra presentes nos aniversários delas, sem esperar presentes no seu aniversário. A idiota que convida para dormir em casa. Convida para as festas. Convida para a vida. A idiota que faz o pai dar carona para todas elas, todas as vezes. A idiota que empresta dinheiro. Que empresta carinho. Que empresta atenção. A idiota que ofereceu o ombro amigo em todos os momentos. A idiota que liga pra saber como tá. A idiota que marca de sair. A idiota que abre as portas de sua casa. A idiota. Simplesmente a grande idiota que acreditou em amizade onde nunca teve nada além de puro coleguismo. Mas tudo bem. Vou lembrar. Mesmo. De como as minhas "melhores amigas" me trataram. Vou lembrar. Do quanto me magoaram e me decepcionaram. E não se importem, eu perdoo. Sério. Sem raivas. Sem mágoas. Sem ressentimentos. Mas perdoar nunca foi assinar contrato de idiotice eterna. Então, acordem. Não esperem mais a mesma amiga. Não esperem o cd gravado. O ombro amigo a qualquer hora. A ligação atendida no meio da madrugada. A carona sempre ali. Acordem, porque eu já acordei.

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