
Oi (não me deixe aqui sozinho, não me faça fingir que achei que era uma conhecida, não me faça fugir de você)
Olá (ai meu deus, o que eu faço? Não quero parecer atirada, mas e se você acabar achando que eu sou difícil demais pra insistir?)
Eu vi você lá e... (queria saber seu nome, seus medos, sua vida. Queria te proteger do frio e do mundo, esquecer de tudo com você...)
É, eu... (queria saber seu signo e suas dores, saber o que há além desse garoto comum com amigos bobos e olhos magnéticos, queria largar tudo...)
Você acharia muito estranho se eu dissesse que tudo parou?
Acharia.
Mas tudo parou.
Eu sei.
Então?
Então aqueles olhos, que já se liam durante toda uma noite, finalmente se entenderam. As palavras pareciam tão fracas e inexpressivas diante da comunicação mais profunda que existe, os enlaces faziam tanto sentido... E tudo parou.
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