15 de set. de 2009

Às vezes você se mostra tão frágil e eu nem me lembro que faço parte dessa esfera feminina cheia de efeitos pós-sexo ou pós-amor, é, é bem verdade amor é uma coisa, e sexo é outra coisa be-e-em diferente. E você vive dizendo que ama e blábláblá, mais no fundo no fundo eu acho que você ama a si mesmo e só. Eu sei que vão me falar do seu olhar, vão criticar minha opinião sobre você e criticar você, é sempre assim agente vai e vem, os amigos falam, eu ignoro, você também ignora, e essa tua pose de macho infantil que tanto exala involuntariamente do seu corpo vem trazer a ilusão de que vai ficar tudo bem de novo, de que esse amor vai brotar nem sei da onde, de que nós vamos ser felizes. E somos, pelo menos por um tempo nós sempre somos felizes, dividimos, compartilhamos, e sobretudo servimos de apoio quando um cai naquela crise de existência.
O problema é que eu já to cansada de tanto tentar te expulsar de mim e você voltar lá do fundo escuro do meu coração só pra dizer que esta ali perto e que se eu precisar, ai, já era, eu me derreto como uma adolescente comum nos teus braços e agente se beija, mais um primeiro beijo de tantas voltas, de tantas reconciliações, e agente tenta, se esforça, mais daí uns dias, meses, brigamos, nossos pontos de vista tão diferentes indicam que não somos nada alem de duas pessoas no meio da multidão, isso quando eu percebo que essa merda de romance é pura hipocrisia, que essa hipocrisia que tanto me incomoda já virou rotina, logo pra mim que odeio monotonia, mais a verdade é que por mais absurdo que seja ou pareça sempre sai um eu te amo de mim pra você e vice versa. Isso é que acaba comigo, me deixa vulnerável, e é isso que me faz tão boba.

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