7 de abr. de 2010


Certas horas eu tenho realmente vontade de largar mão do mundo e antes ainda, das pessoas.

Faço um tremendo esforço para acreditar na raça humana. Diariamente, em casa, na rua, no trabalho e até sozinha me deparo com posturas nunca antes aceitáveis. E eu até digo sozinha por me incluir, sim.

Definitivamente eu não me familiarizo com hipocrisia e não mereço ser canonizada. Mesmo que eu nunca tenha roubado nada, em certas ocasiões o ambiente e algumas circunstâncias já me fizeram ser uma má menina. Eu procuro sempre colocar em prática os valores que rigorosamente me foram passados, sejam pelos meus pais ao longo dos anos, adquiridos na escola ou até nas remotas vezes em que fui à missa. Índole e caráter são aspectos que prezo pra qualquer pessoa que cruze o meu caminho e deseje fazer parte dele diretamente. No entanto antes de cobranças eu procuro a prática. Desenvolvo esses dois critérios básicos de "boa cidadã" nas minhas menores atitudes.

Continuo assim, de forma considerável, passando longe do título de santa. A minha mente pode se tornar um esgoto se eu não tomar os devidos cuidados. Mas eu experimento espelhar-me nos poucos. Acho até que se colocarmos todos em uma escala, certamente eu estaria bem colocada. É só utilizar o filtro, lembra?

Somente vinte aninhos de vivência e tive a honra de me deparar com as piores personalidades. Falsas, desgarradas, doentias, mentirosas, gente ruim mesmo... Do tipo que poderiam até virar mitos. E sabe, não é por engano que coloco honra na frase anterior. Acho realmente que tenho sorte de já tão cedo ser capaz de discernir comportamentos, seja por meio de olhares, uma conversa ou talvez pelo tempo.

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