3 de abr. de 2010


Feriado prolongado em São Paulo!

Nenhum namoradão pra fugir pra montanha, nenhum tio rico pra me levar pra Nova Iorque, nenhum amigo disponível com casa na praia. Eu to sem grana mesmo e resolvi que o melhor é encarar mais um final de semana em São Paulo.

Nos quarenta e sete do segundo tempo da Quinta-Feira, minha chefe querida comunica com cara de "é nessas horas que eu quero ver quem veste a camisa" que eu teria escolha, escalada pra trabalhar no sábado 03/04 ou escalada para trabalhar no feriado 21/04 - sábado é óbvio! . Lá no fundo da minha alma eu me sinto uma pessoa de sorte, afinal, não tive que acordar desesperada buscando o que fazer para me divertir.

Resumindo: Eu estou feliz porque não preciso pensar na vida, Estou na merda e trabalhando no fe-ri-a-do pro-lon-ga-do.

O sábado passa como um dia qualquer da semana, daqueles que eu me coloco no automático e repito em mantra robótico "o trabalho enobrece o homem, sem trabalho eu não teria essa calça da Diesel, o trabalho enobrece o homem, sem dinheiro eu não teria comprado minha nova camera digital, o trabalho enobrece o homem, vou trabalhar o máximo possível pra um dia ter dinheiro o suficiente pra fazer alguma coisa que eu não faço a menor idéia do que seja".

Sábado à noite eu estarei esgotada, que bom, que alívio, mais um sábado se foi e levou consigo o tormento da felicidade. Eu posso dormir em paz.

Mas peraí: e amanhã? minha chefe não falou nada sobre amanhã. Isso significa que o amanhã pertence inteiramente a mim. Um dia inteiro pra eu fazer tudo o que gosto e nunca posso fazer. Ou um dia inteiro pra  descansar, não fazer nada, ler, alugar um filminho, dormir. bom, só me resta torcer para que amanheça chovendo. Fica difícil não fazer nada ou simplesmente se dar o direito de ficar em casa com o dia explodindo de Sol lá fora. Isso, amanhã vai chover, tomara, tomara...(yn)

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